Antes da solda, confiava-se no rebite: ferro cravado em ferro, um a um, aos milhares, por mãos que acreditavam no cálculo. O arco que une o Porto a Gaia sobe assim há mais de um século, diagonal por diagonal, numa intensidade que aumenta conforme o olhar avança, como uma frase musical escrita em estrutura. A engenharia do século 19 não escondia o esforço: exibia-o. E é por isso que, vista de baixo, com a luz da tarde acendendo o metal, a ponte não parece construída. Parece executada.
Porto, Portugal, 2023.
Edição limitada de 25 exemplares.
Antes da solda, confiava-se no rebite: ferro cravado em ferro, um a um, aos milhares, por mãos que acreditavam no cálculo. O arco que une o Porto a Gaia sobe assim há mais de um século, diagonal por diagonal, numa intensidade que aumenta conforme o olhar avança, como uma frase musical escrita em estrutura. A engenharia do século 19 não escondia o esforço: exibia-o. E é por isso que, vista de baixo, com a luz da tarde acendendo o metal, a ponte não parece construída. Parece executada.
Porto, Portugal, 2023.
Edição limitada de 25 exemplares.