Em Brasília, o céu é a outra obra de arte, e estes cilindros foram desenhados para citá-lo em tempo real: a pele de vidro não mostra o edifício, mostra o crepúsculo que o cerca, nuvem por nuvem, brasa por brasa. O truque mais radical, porém, está escondido à vista: os pavimentos não se apoiam nas bordas, pendem de núcleos centrais, e as vigas brutas que despontam no alto são a maquinaria desse milagre, o concreto segurando o vidro no ar. Um edifício que desaparece dentro do céu e se sustenta a partir do próprio eixo. A engenharia, aqui, aprendeu modéstia: fez-se espelho.
Brasília, Brasil, 2025.
Edição limitada de 25 exemplares.
Em Brasília, o céu é a outra obra de arte, e estes cilindros foram desenhados para citá-lo em tempo real: a pele de vidro não mostra o edifício, mostra o crepúsculo que o cerca, nuvem por nuvem, brasa por brasa. O truque mais radical, porém, está escondido à vista: os pavimentos não se apoiam nas bordas, pendem de núcleos centrais, e as vigas brutas que despontam no alto são a maquinaria desse milagre, o concreto segurando o vidro no ar. Um edifício que desaparece dentro do céu e se sustenta a partir do próprio eixo. A engenharia, aqui, aprendeu modéstia: fez-se espelho.
Brasília, Brasil, 2025.
Edição limitada de 25 exemplares.