A placa na viga anuncia a medida: mil e oitocentos pés de vão. O que ela não diz é que cada um deles é vermelho. Construída para locomotivas em 1884, a ponte atravessou o século e trocou de passageiros: onde rugiam trens, hoje caminham pessoas, herdeiras de um corredor desenhado para gigantes. À noite, a treliça acesa encapsula a travessia como uma nave de aço, e o passadiço molhado devolve a luz em dourado, um rio estreito correndo por dentro da ponte, por cima do rio largo. Quem cruza, cruza dois.
Little Rock, Estados Unidos, 2023.
Edição limitada de 25 exemplares.
A placa na viga anuncia a medida: mil e oitocentos pés de vão. O que ela não diz é que cada um deles é vermelho. Construída para locomotivas em 1884, a ponte atravessou o século e trocou de passageiros: onde rugiam trens, hoje caminham pessoas, herdeiras de um corredor desenhado para gigantes. À noite, a treliça acesa encapsula a travessia como uma nave de aço, e o passadiço molhado devolve a luz em dourado, um rio estreito correndo por dentro da ponte, por cima do rio largo. Quem cruza, cruza dois.
Little Rock, Estados Unidos, 2023.
Edição limitada de 25 exemplares.