Biografia
Sou fotógrafo fine art. Utilizo a imagem como um espaço de pausa, onde tempo, geometria e presença dialogam de forma contida e intencional. Mais do que registrar lugares, busco compreender o que permanece quando o excesso se retira. A fotografia, para mim, não é documento: é construção de sentido.
Nasci em São Luís do Maranhão e vivi nos Estados Unidos e na Austrália antes de me estabelecer no Brasil. Esse percurso entre territórios moldou meu repertório visual e minha compreensão sobre ritmo, escala e silêncio. Com mais de uma década de atuação profissional, minha trajetória atravessa a publicidade, a fotografia autoral e projetos de longa duração voltados à paisagem, à arquitetura e à relação humana com o espaço.
Meu trabalho é marcado por uma estética contida, pela valorização do espaço negativo e pela busca constante por equilíbrio formal. A presença humana surge como vestígio, não como centro. A ausência, muitas vezes, é tão importante quanto a presença. Esse pensamento se organiza em torno do conceito que dá nome à minha pesquisa central, Silêncio Habitado, e se desdobra em séries autorais fotografadas no Brasil, em Portugal e nos Estados Unidos.
Esse percurso vem sendo reconhecido internacionalmente. Em 2025, recebi o People's Vote Award e Menção Honrosa no reFocus Awards World Photo Annual, um dos principais concursos da fotografia contemporânea, com participantes de mais de cem países. No mesmo ano, conquistei o terceiro lugar na International Exhibition and Competition da Blue Space Gallery, nos Estados Unidos, e Menção Honrosa na 10ª edição do Brasília Photo Show, o maior festival de fotografia da América Latina, com obra exibida no Museu de Arte de Brasília.
Esses reconhecimentos não representam um ponto de chegada, mas a validação de uma linguagem construída com coerência, tempo e rigor estético. Um trabalho que não se orienta por tendências, mas por permanência. Esse caminho culmina no livro A Geometria do Silêncio, um manifesto visual sobre tempo, espaço e percepção.
Acredito que a fotografia fine art não precisa explicar, mas sugerir. Não precisa impor, mas convidar. Cada imagem é uma tentativa de suspender o ruído do mundo e oferecer um instante de clareza, onde o olhar encontra repouso.